Idade: 29 anos, 3 meses e 13 dias.
Cidade: Porto Alegre / Tempo maluco total, com direito a chuvarada e ventania.
And so it is...
Como já cantava o sábio Damien Rice, bateu de novo (mais que nunca) aquela sensação esquisita de necessidade. Necessidade sim! De algo/alguma coisa que eu não sei o que é, exatamente.
Pequena pausa para inspirar e expirar!
Aos que de plantão, nesse exato momento, viram inúmeras piadas galopando pela mente tratem de se acalmar.
1º - O "lance" está acontecendo comigo e não com você. Essa é a MINHA vida e não a sua, OK?
2º - Cada um possui o seu tempo e o seu ritmo e, pro seu governo, acredito que as coisas acontecem quando tem que acontecer;
3º - Já não tenho mais idade pra ter que explicar pros "amiguinhos" que cada um é responsável pelo que costumamos chamar de seu "eu interior", certo? Bonito isso, eu sei. Legal eu ter chegado até aqui, eu sei. Fique feliz por mim então! ^^
Partindo do princípio que não preciso mais me preocupar com prováveis bobagens dos cérebros alheios, dou continuidade ao meu ponto de vista.
Já faz algum tempo, uns 3 anos (mais precisamente), que mudei completamente meu rumo. Prova: O fato é que passei por 2 empresas diferentes, com atividades semelhantes, sendo que na última consegui sair da "infantaria" para "Cavalaria". Analisando friamente, coloquei minhas cartas na mesa aos 26 anos. Meu medo sempre foi maior do que minha inteligência, então por questões psíquicas e financeiras me obriguei a sacudir o esquema!
Traduzindo em miúdos, informei a minha chefe que estava cansada de ser testada, de saber que tinha potencial pra algo melhor do que uma simples "Atendente de SAC" e continuar com a porcaria da minha grande bunda ali, sentada, vendo o tempo passar. Mal sabia eu que minha demissão já estava praticamente no papel. Golpe de sorte? Talvez. Foi um momento atípico, certamente. Joguei como podia, usando as "armas" que tinha: sinceridade e coragem para dar a própria cara a tapa.
Pra minha surpresa, papai do céu apontou seu dedo mágico (rs). Além de sair dos fones e usar um pouco da experiência que tinha em uma pseudo-célula de atendimentos via e-mail, os ventos sopraram fortes me levando pra outra direção (finalmente!).
Ano: 2008 (que ano, by the way). Depois de uma boa porta na cara (afetivamente falando), eis que uma janela profissional se abre. Poucos conseguiram ser "jogados aos leões", como dizíamos. Poucos também foram os que domaram os mesmos, para posteriormente serem admirados por tais. Poucos, MUITO poucos, como eu, seguraram o "rojão" 2 anos e meio.
Aproveito para abrir o momento "thank you, men" - indispensável!
Sempre que posso agradeço ao ilustríssimo Boss, Sr. Szumski, por ter me acolhido e apostado na minha loucura (é, isso mesmo!). É um cara que eu aprendi a admirar, que sabe, exerce e ensina duas coisas simples: dedicação e trabalho. Lembro como se fosse hoje quando olhei pra cara daquele barbudo (pagando promessa, né?) e disse que era uma guria que vestia a camiseta pela equipe. Tinha uma vaga idéia de que tinham pintado a minha caveira pra ele antes, mas, até ali, qualquer coisa era lucro. Deu certo!
"Sou uma pessoa diferente. Não sou o tipo que faz só feijão com arroz!".
Magnânimos ensinamentos, mestre! E para sempre serão enfatizados.
Não tenho dúvidas que esse era o chefe que eu precisava pra abrir meus olhos e mente pro futuro. Mantemos contato, sempre que possível. Falamos coisas sérias e tantas outras bobagens da vida. Sorry, mas não me apresentaram ainda outro ser na face da Terra que saiba falar qualquer coisa sobre Economia, Política, Futebol, Rock n' Roll e Processos como ele. Ah! Não posso esquecer de mencionar o dote vocal na interpretação do "Cucurrucucu Paloma" (hahaha).
Zé, tu é o cara! Obrigada, mais uma vez!
(Estou seguindo teus conselhos! Não vou derrubar outra CPU e tenho mantido a calma, OK?)
Well... Depois de tudo que vivi ao lado daquela maravilhosa trupe, Embratecnianamente falando, defino essa passagem da minha vida com o slogan: Tudo bem? Tudo Good!
Como era de se esperar, naturalmente, aquele mundo ficou pequeno demais pra mim. Confesso que não sou ambiciosa, mas descobri, aos poucos, onde quero chegar profissionalmente. E lá estava eu, de novo, numa espécie de crise. Mas... Ops! Celular tocando. Entrevista? Claro, às 16h estarei aí.
Detalhe: Minha Gerente estava sentada em sua mesa, bem na minha frente e só ergueu os olhos. É, a batata estava começando a assar. Pedi pra sair e assim que tudo começou. Lá estava uma nova janela sendo aberta, na hora certa.
E hoje, cá estou. Feliz, aprendendo cada dia mais, mantendo a humildade e calma. Ninguém nasce sabendo tudo, não é mesmo? Bora seguir e era isso.
Então tá.
Ok, ok... Aos que pensam que eu perdi o fio da meada só porque desviei um pouco do foco principal do post, please, acordem! O "bichinho da necessidade" ainda está pulsando forte. Faz umas 2 semanas, na verdade. Pra completar, assisti um filme muito bacana que fez com que eu pensasse mais a respeito das complexidades existentes dentro do meu digníssimo "côco" (dentro da cachola, tchê!).
E como tudo no surpreendente "Mundo de Thiene" nem sempre é prosa, seguirei aqui firme e forte até que sutilmente as idéias estejam claras e/ou prontas para serem concebidas. Tudo muda o tempo todo no mundo, gente. Que assim seja!
Bendita daquela que, como eu, pode acordar todos os dias e agradecer por tudo que tem recebido - de bom e de ruim, é claro. ^^
(continua....)
Momentos de lucidez esporádicos. Senta que lá vem história!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Inquietude...
Idade: 29 anos, 3 meses e 7 dias.
Cidade: Porto Alegre /Feriado bonito, ensolarado e acompanhado de uma bela tarde de mate no Gasômetro entre amigos.
Depois de alguns meses sem passar por aqui, dou o ar da graça. É verdade que nos últimos tempos muitas novidades surgiram na minha vida, sendo a principal delas a realização do sonho de alugar um apartamento. Lembro que no último post citei a visita que fiz ao meu "bebê" - como carinhosamente apelidei o espaço, uma vez que ainda não havia definido o meu rumo.
Dois meses se passaram e orgulho-me em dizer que conquistei este tal "espaço" pra chamar de "meu" (mesmo não sendo minha propriedade de fato). Como em toda mudança, outros sentimentos e/ou necessidades afloram dentro da gente. Identifiquei, por exemplo, que ter sossêgo era indispensável. Passo muito mais tempo, hoje, no meu quarto desfrutando minha privacidade do que vagando de buteco em buteco como antigamente. O canto em que me encontro me traz aquela bendita paz e isso não tem preço. Louvado seja!
Com o passar dos anos, confesso que, por muitas vezes, pensei em desistir de tudo e abandonar esse que era um dos meus tantos sonhos. Quem me conhece sabe o quanto desejei, o quanto batalhei pra chegar até aqui. Que me desculpem os que por ventura julguem e contestem minhas emoções aqui relatadas, mas era chegada a hora de eu ter o retorno por tantos sacrifícios dispensados nestes 7 longos anos de minha jornada na capital. Era chegada a hora de acontecer!
Sempre fui uma pessoa diferente das demais do meu círculo social. Não tive, em muitas oportunidades, auxílio financeiro da minha família. Contei, quase sempre, com a boa vontade de pessoas que de estranhas passaram a ser minha família também, pois acredito que nos é dada a chance de escolher a quem chamamos de amigos. Até hoje possuo esse suporte, mesmo que à distância. Tenho noção de que muito do que tenho conquistado nos últimos meses é fruto de apostas na minha pessoa. Agradecer somente, não basta. A maneira mais apropriada de provar merecimento pelas inúmeras janelas que me foram abertas, por estes supostos "desconhecidos", é manter o passo à frente, honrando o que eles enxergaram claramente: O meu potencial.
Incluo a isso, sem dúvidas, a minha coragem, minha força, minha sede de justiça e minha honestidade.
Palavras não são suficientes para descrever o quão bem me sinto, com tantas novidades boas. Analisando minha escala de prioridades, não tenho dúvidas de que o passo a seguir será manter o plano de ajuste financeiro, possibilitando meu retorno ao Ensino Superior, ou seja, voltar a estudar e conquistar meu espaço ao sol. Se aos 22-23 anos eu tivesse a noção de realidade que tenho agora, com certeza, muitas situações teriam rumado de forma mais harmoniosa. Diferente do passado, o "agora", dentro de mim, é um momento supervalorizado. Pouco importa o quanto ainda vou pelear, mas sim se a peleia é justa. Eu sou, eu quero, e eu posso!
O que ainda dói no peito não mata, mas fortalece. Na minha estrada, o caminho está repleto de flores com espinhos e sei que, se necessário, não hesitarei em tirá-los um a um.
Aos que fizeram parte, desde o início dessa caminhada, meu sincero "Obrigada".
Aos que ainda farão parte do que virá a seguir, peço que me desejem sabedoria e tranqüilidade.
Com sensação de dever cumprido, despeço-me. ;)
Cidade: Porto Alegre /Feriado bonito, ensolarado e acompanhado de uma bela tarde de mate no Gasômetro entre amigos.
Depois de alguns meses sem passar por aqui, dou o ar da graça. É verdade que nos últimos tempos muitas novidades surgiram na minha vida, sendo a principal delas a realização do sonho de alugar um apartamento. Lembro que no último post citei a visita que fiz ao meu "bebê" - como carinhosamente apelidei o espaço, uma vez que ainda não havia definido o meu rumo.
Dois meses se passaram e orgulho-me em dizer que conquistei este tal "espaço" pra chamar de "meu" (mesmo não sendo minha propriedade de fato). Como em toda mudança, outros sentimentos e/ou necessidades afloram dentro da gente. Identifiquei, por exemplo, que ter sossêgo era indispensável. Passo muito mais tempo, hoje, no meu quarto desfrutando minha privacidade do que vagando de buteco em buteco como antigamente. O canto em que me encontro me traz aquela bendita paz e isso não tem preço. Louvado seja!
Com o passar dos anos, confesso que, por muitas vezes, pensei em desistir de tudo e abandonar esse que era um dos meus tantos sonhos. Quem me conhece sabe o quanto desejei, o quanto batalhei pra chegar até aqui. Que me desculpem os que por ventura julguem e contestem minhas emoções aqui relatadas, mas era chegada a hora de eu ter o retorno por tantos sacrifícios dispensados nestes 7 longos anos de minha jornada na capital. Era chegada a hora de acontecer!
Sempre fui uma pessoa diferente das demais do meu círculo social. Não tive, em muitas oportunidades, auxílio financeiro da minha família. Contei, quase sempre, com a boa vontade de pessoas que de estranhas passaram a ser minha família também, pois acredito que nos é dada a chance de escolher a quem chamamos de amigos. Até hoje possuo esse suporte, mesmo que à distância. Tenho noção de que muito do que tenho conquistado nos últimos meses é fruto de apostas na minha pessoa. Agradecer somente, não basta. A maneira mais apropriada de provar merecimento pelas inúmeras janelas que me foram abertas, por estes supostos "desconhecidos", é manter o passo à frente, honrando o que eles enxergaram claramente: O meu potencial.
Incluo a isso, sem dúvidas, a minha coragem, minha força, minha sede de justiça e minha honestidade.
Palavras não são suficientes para descrever o quão bem me sinto, com tantas novidades boas. Analisando minha escala de prioridades, não tenho dúvidas de que o passo a seguir será manter o plano de ajuste financeiro, possibilitando meu retorno ao Ensino Superior, ou seja, voltar a estudar e conquistar meu espaço ao sol. Se aos 22-23 anos eu tivesse a noção de realidade que tenho agora, com certeza, muitas situações teriam rumado de forma mais harmoniosa. Diferente do passado, o "agora", dentro de mim, é um momento supervalorizado. Pouco importa o quanto ainda vou pelear, mas sim se a peleia é justa. Eu sou, eu quero, e eu posso!
O que ainda dói no peito não mata, mas fortalece. Na minha estrada, o caminho está repleto de flores com espinhos e sei que, se necessário, não hesitarei em tirá-los um a um.
Aos que fizeram parte, desde o início dessa caminhada, meu sincero "Obrigada".
Aos que ainda farão parte do que virá a seguir, peço que me desejem sabedoria e tranqüilidade.
Com sensação de dever cumprido, despeço-me. ;)
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