terça-feira, 21 de dezembro de 2010

P.S, ...


“Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim.”

Caio F.

(Fonte: http://cangiks.tumblr.com)


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Paradoxos e afins

Idade: 29 anos, 4 meses e 14 dias.
Cidade: Porto Alegre / Tempo quente, mas agradável.

Um mês de dezembro pra entrar na história. Baixas temperaturas, sonhos findados e uma boa perspectiva para 2011. Hey, tu aí que está de pijamas, meias e casaco de moletom faltando 2 semanas pro verão chegar. É, tu mesmo que ouviu o buzinaço Gremista nesta tarde de 14/12. Tu que é otimista, assim como eu, e sabe que mesmo com os 30 batendo, tens muito ainda pra fazer? Bora correr que ainda dá tempo, pois nem tudo estará perdido! I believe! :D

Ok, ok... Meu humor está daquele jeito (complicadíssimo!) e nem por isso deixei de curtir um findi supimpa com meus amigos Lucas Nobre e Daniella Barbosa. Obrigada queridos por me salvarem de mais um desses dias em que ficaria trancada no quarto comendo e vendo séries.
Eu fui salva! Como eu digo sempre, boa companhia não tem preço, tchê! ^^

Sei que este ainda não será o último post do ano, mas proveito pra deixar alguns pensamentos por aqui. O que mais falta acontecer nestes 17 dias do ano de 2010 que ainda restam?
Quem sabe?

...Só o "patrão" lá em cima pode saber, né?...

Confesso que perco meu precioso tempo tentando entender os seres humanos. Vou me reservar o direito de privar os poucos leitores desse blog das belas merdas que andei lendo nos últimos dias. Entendi que há quem exija paz, mas não é capaz de dar a dita cuja aos outros e nem a si mesmo. Por essas e outras, me questionei: O que fazer se usam tuas palavras como réplica de uma ofensa e ainda se sentem com razão de cobrar reação na direção contrária? A única atitude (resposta) plausível foi: "IGNORE - MODE ON".

Farei uso de uma idéia (conceito)
sobre a Internet, retirada do filme "A Rede Social":

-
"As pessoas querem acessar a Web, na verdade, para vasculhar a vida alheia. Sejam eles seus amigos ou inimigos."

Ilustríssimos leitores! Segue um breve comentário acerca dos fatos que deve ser guardado com carinho: Mediocridade tem limite.

Medíocres são encontrados em todas as camadas sociais, etárias e signos do zodíaco.
Nem Cristo os esqueceu, não é mesmo? >>>> “Bem-vindos os pobres de espírito, deles será o reino dos céus”.
Aliás, frase essa devidamente corrigida por Jorge Luís Borges, bruxo de extremo bom senso, que conclui: “Já os pobres de espírito não vão para o Paraíso porque não o compreenderiam”.


(Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br)

Sempre é bom utilizar da maneira adequada a ferramenta que me foi dada, pessoal - traduzindo-se por ferramenta o meu cérebro.

Doeu, né? Relaxa. Tudo passa, até a uva PASSA! :D


domingo, 5 de dezembro de 2010

Coisa séria (II)

Idade: 29 anos, 4 meses e 8 dias.
Cidade: Porto Alegre / Tempo quente, mas agradável.

Continuando...

Como citei no outro post, o "bichinho da necessidade" mostrou a que veio. Novembro foi um mês difícil, longo, com instabilidade na metereologia e no meu humor. Já saquei que Dezembro será ainda pior, mas continuo disposta a pagar o preço.

A inquietude me ajudou a resolver algumas coisas que estavam inacabadas e que me dragavam prum abismo sem fim. Resultado: Mais uma vez estou completamente destruída por dentro (afú mesmo). Uma sensação de impotência, de vazio, mas sem lágrimas (surpresa!).
Sigo revendo muitos conceitos e ações pro futuro e espero que o tempo me ajude a encontrar equlíbrio pra sossegar minha alma, definitivamente.

Seguindo a teoria do Modelo de Kübler-Ross, acredito estar no estágio de "Cólera". Logo em seguida será a vez da "Negociação". Acredito que poderia ter algo a se barganhar, mas não depende somente da minha vontade. E o iceberg está ali, logo a frente. Porquê é tão complicado as pessoas chegarem a um ponto de senso comum?
O que me sobra até aqui, analisando friamente,é pular esse e ir direto pra "Depressão". #fuck

As duas últimas semanas têm sido insuportáveis. Saí do Escritório, agora estou na Agência. Pra completar a onda que emerge sob minha cabeça, tenho que aturar gente que não cuida do seu próprio rabo e quer literalmente cagar comando. O mais foda é que não consigo esconder quando estou irritada ou descontente. Não sou faca na bota, mas solto farpas. Não tenho sangue de barata, pô!
Pra quem perguntou os motivos da falta de humor, respondi apenas: "Não estou nos meus melhores dias". O bom é que a pergunta veio de alguém que abriu seu coração comigo e me ofereceu o ombro amigo. Thanks! ;)

Comprovando mesmo que as coisas estão fora do lugar, estava eu voltando do centro de táxi quando o motorista começou a puxar papo. Perguntou minha idade, meu estado civil. Até aí, tudo bem. Mas tem sempre mais, né? Outros questionamentos vieram e com eles uma sensação de que as pessoas percebem na tua cara que as coisas tão uma merda. Como não sou mal educada (embora não estivesse entendendo o porquê do interrogatório), respondi o que eu penso e o que estou disposta a ser como pessoa.

A velha frase "mas uma guria tão bonita, solteira?".

Pouco me importa o elogio e obrigada de qualquer forma. Estou solteira e vou permanecer assim por muito tempo (ou devia dizer pra sempre?). Não saio, não procuro incomodação. Sei que seria saudável aplicar lazer na minha vida, mas estou apenas quieta, na minha. Precisando de paz, só isso.

"Capaz que nenhum homem olharia pra ti ou mesmo tentaria chegar. Se não for os solteiros, podem ser os casados, né?".

Cara... Bem sabemos que, atualmente, essa gurizada não tem nada na cabeça. Os que estão sozinhos aderiram ao "mode-on" na putaria. Os que estão namorando descobrem uma crise existencial e se aproveitam do fato de tu ser legal pra te tirar pra "step". Não quero putaria e/ou visitas sexuais. Não tenho vocação pra ser "A Outra" e muito menos quero entrar na história de ninguém. Assim sobram os que não sabem o que querem, e destes eu estou de saco cheio. Melhor ficar sozinha que ganho mais.

"Ah, mas tu consegue ficar sozinha mesmo????? Nem uma saidinha, sem compromisso?"

Como te disse, não estou disponível pra aventuras casuais. Sou uma guria que, se for pra ter alguma coisa, qualquer hora dessas, é pra ser um lance sério. E analisando meu histórico até aqui, hoje em dia não troco a paz e o silêncio do meu quarto e a minha privacidade por mais nada ou alguém. Ando muito egoísta, desculpe.

"Nossa, tu é séria então! É pra casar, menina!"

Sim, eu sou uma guria de família, séria e já fui pra casar. Ouça com atenção o tempo verbal que eu usei: "Passado" (fui). Até segunda ordem, nada mudou e continuo sem intenção de montar familia. Apenas me mantendo quieta, cuidando das minhas coisas. Se um dia eu estiver disposta, as coisas vão fluir naturalmente - tenho certeza.

"Mas tu merece ser feliz e tenho certeza que tu não vai ficar sozinha por muito mais tempo. Tu estás trsite com alguma decepção recente e isso passa. Nada que uma boa companhia não cure, moça."

Bem lembrado, Sr. Taxista. Deixa eu te contar o que eu descobri sobre este assunto. Depois de passar por muitas merdas e de fazer outras tantas, entendi que a felicidade mora única e exclusivamente na minha pessoa. Não preciso de um namorado, de um marido, de uma família ou de dinheiro pra me considerar feliz.
Sou uma mulher de quase 30 anos e não uma adolescente, certo? Quero estar de bem comigo mesma e pra isso preciso é fazer as coisas que eu gosto. Entre elas estão a continuidade do ensino superior, a leitura de bons livros, voltar a praticar exercícios físicos (jogar bola), me livrar dos quilos extras, ir a bons shows e ter boas companhias (amigos). Se meu astral está legal, eu estou na boa. Conclusão: Isso tudo que te disse, pra mim, é tradução de felicidade. OK?
Estamos conversados? Entao tá.

Chegamos ao lar! Tchau, obrigada pela "carona" e bom trabalho pra ti.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Coisa séria (I)

Idade: 29 anos, 3 meses e 13 dias.
Cidade: Porto Alegre / Tempo maluco total, com direito a chuvarada e ventania.

And so it is...

Como já cantava o sábio Damien Rice, bateu de novo (mais que nunca) aquela sensação esquisita de necessidade. Necessidade sim! De algo/alguma coisa que eu não sei o que é, exatamente.

Pequena pausa para inspirar e expirar!
Aos que de plantão, nesse exato momento, viram inúmeras piadas galopando pela mente tratem de se acalmar.

1º - O "lance" está acontecendo comigo e não com você. Essa é a MINHA vida e não a sua, OK?

2º - Cada um possui o seu tempo e o seu ritmo e, pro seu governo, acredito que as coisas acontecem quando tem que acontecer;

3º - Já não tenho mais idade pra ter que explicar pros "amiguinhos" que cada um é responsável pelo que costumamos chamar de seu "eu interior", certo? Bonito isso, eu sei. Legal eu ter chegado até aqui, eu sei. Fique feliz por mim então! ^^

Partindo do princípio que não preciso mais me preocupar com prováveis bobagens dos cérebros alheios, dou continuidade ao meu ponto de vista.

Já faz algum tempo, uns 3 anos (mais precisamente), que mudei completamente meu rumo. Prova: O fato é que passei por 2 empresas diferentes, com atividades semelhantes, sendo que na última consegui sair da "infantaria" para "Cavalaria". Analisando friamente, coloquei minhas cartas na mesa aos 26 anos. Meu medo sempre foi maior do que minha inteligência, então por questões psíquicas e financeiras me obriguei a sacudir o esquema!
Traduzindo em miúdos, informei a minha chefe que estava cansada de ser testada, de saber que tinha potencial pra algo melhor do que uma simples "Atendente de SAC" e continuar com a porcaria da minha grande bunda ali, sentada, vendo o tempo passar. Mal sabia eu que minha demissão já estava praticamente no papel. Golpe de sorte? Talvez. Foi um momento atípico, certamente. Joguei como podia, usando as "armas" que tinha: sinceridade e coragem para dar a própria cara a tapa.
Pra minha surpresa, papai do céu apontou seu dedo mágico (rs). Além de sair dos fones e usar um pouco da experiência que tinha em uma pseudo-célula de atendimentos via e-mail, os ventos sopraram fortes me levando pra outra direção (finalmente!).

Ano: 2008 (que ano, by the way). Depois de uma boa porta na cara (afetivamente falando), eis que uma janela profissional se abre. Poucos conseguiram ser "jogados aos leões", como dizíamos. Poucos também foram os que domaram os mesmos, para posteriormente serem admirados por tais. Poucos, MUITO poucos, como eu, seguraram o "rojão" 2 anos e meio.

Aproveito para abrir o momento "thank you, men" - indispensável!

Sempre que posso agradeço ao ilustríssimo Boss, Sr. Szumski, por ter me acolhido e apostado na minha loucura (é, isso mesmo!). É um cara que eu aprendi a admirar, que sabe, exerce e ensina duas coisas simples: dedicação e trabalho. Lembro como se fosse hoje quando olhei pra cara daquele barbudo (pagando promessa, né?) e disse que era uma guria que vestia a camiseta pela equipe. Tinha uma vaga idéia de que tinham pintado a minha caveira pra ele antes, mas, até ali, qualquer coisa era lucro. Deu certo!
"Sou uma pessoa diferente. Não sou o tipo que faz só feijão com arroz!".
Magnânimos ensinamentos, mestre! E para sempre serão enfatizados.

Não tenho dúvidas que esse era o chefe que eu precisava pra abrir meus olhos e mente pro futuro. Mantemos contato, sempre que possível. Falamos coisas sérias e tantas outras bobagens da vida. Sorry, mas não me apresentaram ainda outro ser na face da Terra que saiba falar qualquer coisa sobre Economia, Política, Futebol, Rock n' Roll e Processos como ele. Ah! Não posso esquecer de mencionar o dote vocal na interpretação do "
Cucurrucucu Paloma" (hahaha).
Zé, tu é o cara! Obrigada, mais uma vez!

(Estou seguindo teus conselhos! Não vou derrubar outra CPU e tenho mantido a calma, OK?)

Well... Depois de tudo que vivi ao lado daquela maravilhosa trupe, Embratecnianamente falando, defino essa passagem da minha vida com o slogan: Tudo bem? Tudo Good!

Como era de se esperar, naturalmente, aquele mundo ficou pequeno demais pra mim. Confesso que não sou ambiciosa, mas descobri, aos poucos, onde quero chegar profissionalmente. E lá estava eu, de novo, numa espécie de crise. Mas... Ops! Celular tocando. Entrevista? Claro, às 16h estarei aí.
Detalhe: Minha Gerente estava sentada em sua mesa, bem na minha frente e só ergueu os olhos. É, a batata estava começando a assar. Pedi pra sair e assim que tudo começou. Lá estava uma nova janela sendo aberta, na hora certa.

E hoje, cá estou. Feliz, aprendendo cada dia mais, mantendo a humildade e calma. Ninguém nasce sabendo tudo, não é mesmo? Bora seguir e era isso.
Então tá.

Ok, ok... Aos que pensam que eu perdi o fio da meada só porque desviei um pouco do foco principal do post, please, acordem! O "bichinho da necessidade" ainda está pulsando forte. Faz umas 2 semanas, na verdade. Pra completar, assisti um filme muito bacana que fez com que eu pensasse mais a respeito das complexidades existentes dentro do meu digníssimo "côco" (dentro da cachola, tchê!).

E como tudo no surpreendente "Mundo de Thiene" nem sempre é prosa, seguirei aqui firme e forte até que sutilmente as idéias estejam claras e/ou prontas para serem concebidas. Tudo muda o tempo todo no mundo, gente. Que assim seja!

Bendita daquela que, como eu, pode acordar todos os dias e agradecer por tudo que tem recebido - de bom e de ruim, é claro. ^^



(continua....)



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Inquietude...

Idade: 29 anos, 3 meses e 7 dias.
Cidade: Porto Alegre /Feriado bonito, ensolarado e acompanhado de uma bela tarde de mate no Gasômetro entre amigos.

Depois de alguns meses sem passar por aqui, dou o ar da graça. É verdade que nos últimos tempos muitas novidades surgiram na minha vida, sendo a principal delas a realização do sonho de alugar um apartamento. Lembro que no último post citei a visita que fiz ao meu "bebê" - como carinhosamente apelidei o espaço, uma vez que ainda não havia definido o meu rumo.

Dois meses se passaram e orgulho-me em dizer que conquistei este tal "espaço" pra chamar de "meu" (mesmo não sendo minha propriedade de fato). Como em toda mudança, outros sentimentos e/ou necessidades afloram dentro da gente. Identifiquei, por exemplo, que ter sossêgo era indispensável. Passo muito mais tempo, hoje, no meu quarto desfrutando minha privacidade do que vagando de buteco em buteco como antigamente. O canto em que me encontro me traz aquela bendita paz e isso não tem preço. Louvado seja!

Com o passar dos anos, confesso que, por muitas vezes, pensei em desistir de tudo e abandonar esse que era um dos meus tantos sonhos. Quem me conhece sabe o quanto desejei, o quanto batalhei pra chegar até aqui. Que me desculpem os que por ventura julguem e contestem minhas emoções aqui relatadas, mas era chegada a hora de eu ter o retorno por tantos sacrifícios dispensados nestes 7 longos anos de minha jornada na capital. Era chegada a hora de acontecer!

Sempre fui uma pessoa diferente das demais do meu círculo social. Não tive, em muitas oportunidades, auxílio financeiro da minha família. Contei, quase sempre, com a boa vontade de pessoas que de estranhas passaram a ser minha família também, pois acredito que nos é dada a chance de escolher a quem chamamos de amigos. Até hoje possuo esse suporte, mesmo que à distância. Tenho noção de que muito do que tenho conquistado nos últimos meses é fruto de apostas na minha pessoa. Agradecer somente, não basta. A maneira mais apropriada de provar merecimento pelas inúmeras janelas que me foram abertas, por estes supostos "desconhecidos", é manter o passo à frente, honrando o que eles enxergaram claramente: O meu potencial.
Incluo a isso, sem dúvidas, a minha coragem, minha força, minha sede de justiça e minha honestidade.

Palavras não são suficientes para descrever o quão bem me sinto, com tantas novidades boas. Analisando minha escala de prioridades, não tenho dúvidas de que o passo a seguir será manter o plano de ajuste financeiro, possibilitando meu retorno ao Ensino Superior, ou seja, voltar a estudar e conquistar meu espaço ao sol. Se aos 22-23 anos eu tivesse a noção de realidade que tenho agora, com certeza, muitas situações teriam rumado de forma mais harmoniosa. Diferente do passado, o "agora", dentro de mim, é um momento supervalorizado. Pouco importa o quanto ainda vou pelear, mas sim se a peleia é justa. Eu sou, eu quero, e eu posso!

O que ainda dói no peito não mata, mas fortalece. Na minha estrada, o caminho está repleto de flores com espinhos e sei que, se necessário, não hesitarei em tirá-los um a um.

Aos que fizeram parte, desde o início dessa caminhada, meu sincero "Obrigada".
Aos que ainda farão parte do que virá a seguir, peço que me desejem sabedoria e tranqüilidade.

Com sensação de dever cumprido, despeço-me. ;)






quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A Escolha de Sofia

Idade: 29 anos, 1 mês e 20 dias.
Cidade: Porto Alegre / Dia de sol e muito vento - 21º C dentro de casa.

Clima de decisão no ar. Assim dei início ao meu dia hoje - 16/09/2010. Parecia aquelas cenas de final de campeonato de futebol onde as pessoas estão eufóricas e receosas pelo que vão ver e/ou ouvir.

Confesso que sempre acreditei na força de algo superior, o que temos por hábito chamar de Deus. E para minha surpresa, meu "locus" foi decidido na sorte - embora eu já tivesse, voluntariamente, me ofertado.

Senti o clima pesado, com aquela sensação de pressão constante. Lembrei de ouvir alguém me dizer que deveria ser a primeira a retirar o papel do envelope, mas minha intuição dizia pra esperar.
E foi o que eu fiz! Deu certo, graças a Deus! Caso o resultado fosse outro, a polêmica perduraria meses ou até mesmo por anos. Sabia, inconscientemente, que deveria ser a última a movimentar o envelope, bem como a primeira a esboçar tranquilidade. Para mim, a Equipe selou, indubitavelmente, o seu destino e exatamente do jeito que eu desejei - desde o início!
Todos ficaram satisfeitos. Nenhuma palavra contrária foi proferida (pela primeira vez!).


Entendo que seria uma escolha difícil e injusta para Chefia nomear alguém por desempenho, pois sei que todas nós estamos, atualmente, em escala de igualdade. Como relatei durante minha avaliação de estágio probatório, tinha noção de que algumas pessoas não demonstravam preparo psicolológico para o cenário em que vivemos. Mesmo que sejamos excelentes profissionais, nossa maturidade foi posta à prova nestes 3 meses dentro da casa de outros colegas. Depois de inúmeras novelas, para dar certo, precisávamos nos submeter a certos sacrifícios. Privilégio meu, por já ter experiência em instituições de todos os níveis nestes longos 9 anos de CLT, conseguir equilibrar o ambiente e também me portar de forma menos agressiva. E o resultado do sorteio não poderia ter sido melhor: Peguei o papel em branco! Estarei fixa no Escritório Regional por pelo menos mais 2 meses. :)

Risadas ecoavam na minha cabeça nos momentos pós-sorteio. Sei lá, foi engraçado.
Se não me falha a memória, como dizia num livro do Paulo Coelho: "Quando queres realmente alguma coisa, todo o Universo conspira para ajudar-te a conseguí-la.

Então foi isso: - Na mosca!

Finalmente recebi o primeiro uniforme para ser usado no dia da inauguração da Agência.
Pensei em voz baixa: - Se eu estivesse com 5 gramas a mais, certamente ele estouraria (rs).

Para completar as façanhas do dia, visitei meu "bebê" - que encontra-se, ainda, em processo de "gestação". Buenas, antes do final deste mês as movimentações iniciam. ÊBA! \o/

Reclama! Quer coisa melhor?
Nããão, assim está ótimo!

sábado, 11 de setembro de 2010

Tecnologia x Curiosidade - There we go!

Pois bem, aqui estamos. Antes de mais nada: Foda-se o 11/09.

Idade: 29 anos, 1 mês e 15 dias.
Bebida: 1 taça de vinho tinto (Cabernet com Merlot).
Cidade: Porto Alegre / Tempo chuvoso, algo como 15º C dentro de casa.
Start!

Estava dando uma olhada nas novidades do Blogger e me deparei com a seção de configurações totalmente atualizada. Não sei há quanto tempo isso foi feito, mas descobri hoje - OK? (rs)

Seguindo o famoso "passo-a-passo" após efetuar login, encontrei a aba "Design" com a opção de "Elementos da página". De cara visualizei algumas ferramentas para serem incluídas como links, porém uma sequência em especial chamou atenção. No corpo de "postagens" havia este texto em Latim: "Lorem ipsum vim ut utroque mandamus intellegebat, ut eam omittam ancillae sadipscing, per et eius soluta veritus."
Instanteneamente pensei que poderia ser alguma frase de impacto, daquelas que te fazem sair do estado de inércia crônica - ocasionado por dias chuvosos em que estás zapeando a internet e TV à cabo, ou seja, fazendo porcaria alguma que preste. Com a curiosidade à flor da pele, lancei a dita cuja no google. Depois de uns 5 minutos, acessei um blog contendo um post sobre a bendita frase. Nesse, assim como em todos os outros, a pessoa reclamava por não ter localizado a tradução do latim para português. Antes de fechar a janela, rolei a página e notei que havia um comentário com o link da Wikipédia. Para minha surpresa, o que eu pensei ser uma frase magnânima era, na verdade, um texto utilizado em design gráfico e editoração com a finalidade de verificar o lay-out, tipografia e formatação antes da inserção do conteúdo real. Traduzindo em miúdos, o "Lorem Ipsum" não possui significado algum.

30 segundos de pausa. Ok.
Cultura inútil? Talvez.
Não sei porquê pensei nisso, mas como diria meu ex-chefe: - Ponto para a equipe do Bozo!


P.S = Dizem que pensar nos faz ter fome. Após um convite do Marcelo, vamos para cozinha fazer sanduíches. Beijos para quem fica! ;)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Manifest Destiny

Four hundred years or more
Since you came to crucify
They were taken far awy from home
There were promises of paradise

But if they had been told that day
That they would be sold this way
To satisfy the souls of chosen men

See I had to look carefully
At the shame of my ancestry
To re-define the story line again

If I was taken for a day
And shown another way
Every child can learn a different thing
See I tried a million times
But I had to change my mind
Sadness was the best thing I could bring

On the inside he was dead and this is what he said
As he took away the bloom above the clouds
Superiority was clearly meant to be
So destiny will manifest in time

So where has the love all gone
A troubled trail of tears will tell the tale
Of how I was put down where I don't belong
Woman, Child, and man for sale

For ethical slavery is just an absurdity
How can you be alive when you are dead
With these chains of hypocrisy
The shame of my ancestry
Forever stained with blood in which you tread

The Return of the Space Cowboy - Jamiroquai

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A saga do "Bolo e Suco"

Em mais um dos meus momentos filosóficos, pensava em algumas analogias e suas lógicas.

Quando saía com minha mãe, nos idos de 1991, percebi que ela gostava muito de comer bolo. Como acompanhamento, tomava suco. Eu via o quanto ela se demonstrava feliz e satisfeita enquanto desfrutava daquele "prato dos deuses" (como A Sra.Gladis falava).
Mas, aos 9 anos de idade não entendia como alguém conseguia misturar aquilo! Será que a "Síndrome McDonalds", naquela época, mexeu tanto comigo assim? (rs)

Pois bem, os anos passaram e aqui estou filosofando sobre o tema que sempre me intrigou.

Quando adolescente cheguei a beber suco, mas não descia redondo (sei lá).
Em contra-partida conheci bolos de todo tipo. De várias formas, tamanhos e donos de sensações inacreditáveis. O que mais me deixava confusa é que a cada bolo diferente que eu encontrava, havia sempre hesitação em experimentá-lo. Não sei se por medo de me decepcionar ou gastar energias provando algo que não me parecia bom (impressão visual).
Um belo dia pensei: - Que mal este bolinho pode me fazer? Bora lá!

Depois de estranhar o bolo, era comum ficar viciada por alguns deles em determinados períodos. Sei lá, talvez eu seja somente uma guria bizarra, ok.

Então, nesse vai e vem da minha vida, deixei a procura pelos bolos de lado. Para minha surpresa, foi a partir daí que me tornei uma "big" fã de suco! Era suco pra lá, suco pra cá.

Momento "pasmem", eu sei!

Num papo que tive com uma colega de trabalho durante o almoço, questionei como certas criaturas comem bolo com comida e conseguem ainda beber suco. "Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Gosto muito de bolo. Gosto muito também de suco. Jamais ousei misturá-los, pois não me parece lógico. Bolo combina muito mais com refrigerante! Suco muito mais com salgados."
Ela me diz: - Inacreditavel, guria! Tu não gosta mesmo de bolo com comida e suco? Olha pro lado, olha!
E lá estavam umas tiazonas atracadas num feijão com arroz, com um puta pedaço de bolo no prato e bebendo suco!

Minutos incessantes de risadas em nossa mesa, of course.

A idade e sobretudo as experiências te proporcionam possibilidades de abertura, direcionadas única e exclusivamente ao conhecimento pleno e consciente, inibindo certos pudores.

Quantos me falaram, nestes últimos meses, que já não sou mais a mesma pessoa? Múltiplos seres! E daí?

Neste caso, penso que não tenho mais motivos para não misturar bolo e suco.

Hmmmmm... Será? :)

Conclusão: Sempre é tempo para bolo e suco. Sempre é tempo para aceitar mudanças e vivenciar a liberdade.

"E lá vamos nós"

Sábia frase oriunda do episódio "A Vassoura da Bruxa" do famoso Woody-Woodpecker (versão anos 40).

Buenas, blog novinho saindo do forno! ^^