Idade: 29 anos, 4 meses e 8 dias.
Cidade: Porto Alegre / Tempo quente, mas agradável.
Continuando...
Como citei no outro post, o "bichinho da necessidade" mostrou a que veio. Novembro foi um mês difícil, longo, com instabilidade na metereologia e no meu humor. Já saquei que Dezembro será ainda pior, mas continuo disposta a pagar o preço.
A inquietude me ajudou a resolver algumas coisas que estavam inacabadas e que me dragavam prum abismo sem fim. Resultado: Mais uma vez estou completamente destruída por dentro (afú mesmo). Uma sensação de impotência, de vazio, mas sem lágrimas (surpresa!).
Sigo revendo muitos conceitos e ações pro futuro e espero que o tempo me ajude a encontrar equlíbrio pra sossegar minha alma, definitivamente.
Seguindo a teoria do Modelo de Kübler-Ross, acredito estar no estágio de "Cólera". Logo em seguida será a vez da "Negociação". Acredito que poderia ter algo a se barganhar, mas não depende somente da minha vontade. E o iceberg está ali, logo a frente. Porquê é tão complicado as pessoas chegarem a um ponto de senso comum?
O que me sobra até aqui, analisando friamente,é pular esse e ir direto pra "Depressão". #fuck
As duas últimas semanas têm sido insuportáveis. Saí do Escritório, agora estou na Agência. Pra completar a onda que emerge sob minha cabeça, tenho que aturar gente que não cuida do seu próprio rabo e quer literalmente cagar comando. O mais foda é que não consigo esconder quando estou irritada ou descontente. Não sou faca na bota, mas solto farpas. Não tenho sangue de barata, pô!
Pra quem perguntou os motivos da falta de humor, respondi apenas: "Não estou nos meus melhores dias". O bom é que a pergunta veio de alguém que abriu seu coração comigo e me ofereceu o ombro amigo. Thanks! ;)
Comprovando mesmo que as coisas estão fora do lugar, estava eu voltando do centro de táxi quando o motorista começou a puxar papo. Perguntou minha idade, meu estado civil. Até aí, tudo bem. Mas tem sempre mais, né? Outros questionamentos vieram e com eles uma sensação de que as pessoas percebem na tua cara que as coisas tão uma merda. Como não sou mal educada (embora não estivesse entendendo o porquê do interrogatório), respondi o que eu penso e o que estou disposta a ser como pessoa.
A velha frase "mas uma guria tão bonita, solteira?".
Pouco me importa o elogio e obrigada de qualquer forma. Estou solteira e vou permanecer assim por muito tempo (ou devia dizer pra sempre?). Não saio, não procuro incomodação. Sei que seria saudável aplicar lazer na minha vida, mas estou apenas quieta, na minha. Precisando de paz, só isso.
"Capaz que nenhum homem olharia pra ti ou mesmo tentaria chegar. Se não for os solteiros, podem ser os casados, né?".
Cara... Bem sabemos que, atualmente, essa gurizada não tem nada na cabeça. Os que estão sozinhos aderiram ao "mode-on" na putaria. Os que estão namorando descobrem uma crise existencial e se aproveitam do fato de tu ser legal pra te tirar pra "step". Não quero putaria e/ou visitas sexuais. Não tenho vocação pra ser "A Outra" e muito menos quero entrar na história de ninguém. Assim sobram os que não sabem o que querem, e destes eu estou de saco cheio. Melhor ficar sozinha que ganho mais.
"Ah, mas tu consegue ficar sozinha mesmo????? Nem uma saidinha, sem compromisso?"
Como te disse, não estou disponível pra aventuras casuais. Sou uma guria que, se for pra ter alguma coisa, qualquer hora dessas, é pra ser um lance sério. E analisando meu histórico até aqui, hoje em dia não troco a paz e o silêncio do meu quarto e a minha privacidade por mais nada ou alguém. Ando muito egoísta, desculpe.
"Nossa, tu é séria então! É pra casar, menina!"
Sim, eu sou uma guria de família, séria e já fui pra casar. Ouça com atenção o tempo verbal que eu usei: "Passado" (fui). Até segunda ordem, nada mudou e continuo sem intenção de montar familia. Apenas me mantendo quieta, cuidando das minhas coisas. Se um dia eu estiver disposta, as coisas vão fluir naturalmente - tenho certeza.
"Mas tu merece ser feliz e tenho certeza que tu não vai ficar sozinha por muito mais tempo. Tu estás trsite com alguma decepção recente e isso passa. Nada que uma boa companhia não cure, moça."
Bem lembrado, Sr. Taxista. Deixa eu te contar o que eu descobri sobre este assunto. Depois de passar por muitas merdas e de fazer outras tantas, entendi que a felicidade mora única e exclusivamente na minha pessoa. Não preciso de um namorado, de um marido, de uma família ou de dinheiro pra me considerar feliz.
Sou uma mulher de quase 30 anos e não uma adolescente, certo? Quero estar de bem comigo mesma e pra isso preciso é fazer as coisas que eu gosto. Entre elas estão a continuidade do ensino superior, a leitura de bons livros, voltar a praticar exercícios físicos (jogar bola), me livrar dos quilos extras, ir a bons shows e ter boas companhias (amigos). Se meu astral está legal, eu estou na boa. Conclusão: Isso tudo que te disse, pra mim, é tradução de felicidade. OK?
Estamos conversados? Entao tá.
Chegamos ao lar! Tchau, obrigada pela "carona" e bom trabalho pra ti.
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